Base Científica Para o Veganismo

Uma das características dos metabólitos que danificam o corpo humano, é terem uma aparência escura e suculenta; a “crosta” do churrasco, do ovo frito, do leite.

Após dez meses de um jejum diário de 23 horas
Resultado de um Jejum cíclico de 23 horas

As carcaças de animais mortos, quando consumidos, danificam o corpo humano porque os organismos mamíferos evoluíram para fazer uso de um processo metabólico denominado autofagia (jejum). Os produtos de origem animal fazem mal, não por causa das gorduras, mas porque são ricos em alguns subprodutos do metabolismo. A carne é imbuída de glicoproteínas, derivadas de um processo chamado glicação. Na carne, o vilão primordial não são as gorduras (saturada ou insaturada).

A glicação acontece naturalmente no corpo, é quando o monômero dos carboidratos, a glicose, faz ligação química com os amino ácidos (o que formam as proteínas) e lipídios (o que forma as gorduras). Caso você consuma produtos de origem animal, consumirá de brinde essas moléculas formadas enquanto estavam vivos.

Além de formação espontânea nos animais vivos, principalmente quando estamos ativos fisicamente, em atividade aeróbica, o consumo de suas carcaças — quando cozidas em calor seco — avolumam as já presentes glicoproteínas e os glicolipídios substalcialmente. Os chamados Produtos Finais de Glicação, circulam no corpo humano em excesso, e se unem quimicamente com as nossas proteínas (parte sólida do corpo), tornando-as disfuncionais e resistentes à reparação celular. Isso ocasiona estresse oxidativo, inflamação crônica nos mais variados tecidos e danos permanentes ao DNA.

A autofagia existe nos corpos humanos porque foi uma adaptação evolutiva dos mamíferos em resposta à privação de comida. Quando não alimentados, os nossos corpos procuram reciclar essas moléculas, evitando esta aberração da natureza que danifa o DNA. Ela recicla da seguinte forma: obtendo nutrientes e energia… mas torna-se ineficaz diante da dieta ocidental: carnívora, calórica, e com 4–6 refeições diárias (café da manhã, almoço, janta, lanches), inibindo a autofagia — majoritariamente induzida por jejum.

Existem dois estados que governam o metabolismo: alimentado, e não alimentado. Em jejum (quando a autofagia é aprimorada, otimizada), o corpo recicla os metabólitos supracitados, e secreta hormônios que desempenham um papel na Homeostase. Cérebros de pessoas que morreram sofrendo de Alzheimer possuem uma quantidades abundante de glicoproteínas acumuladas, e os diabéticos também, juntamente com todas as doenças crônicas hoje conhecidas. Maravilhosamente documentado no Japão, todas as doenças crônicas hoje conhecidas foram ligadas aos AGEs — e o cientista que descreveu melhor esse processo (a nível molecular) ganhou o Prêmio Nobel em 2016. Apesar de descrito em 2016, é de entendimento comum que o jejum promove saúde e longevidade há muitos milênios, só não sabíamos o porquê. Infelizmente, não existe uma literatura de fácil acesso para leigos, mas eu recomendaria o motor de busca biomédico PubMed ou mesmo SciHub, ou qualquer outro motor que possibilite buscar por estudos científicos.

É interessante refletirmos sobre o que a ciência moderna demonstrou; a autofagia tem uma explicação evolucionária porque os mamíferos — classe de organismos a qual os seres humanos pertencem — evoluíram para viver eficientemente em restrição calórica vegetariana, portanto, a autofagia é também uma adaptação evolutiva. Nas últimas décadas, esse fato fora demonstrado em estudos dos mais variados em diferentes espécies. Entretanto, ainda não se sabe a causa dessa adaptação evolucionária (restrição calórica, mais especificamente) no gênero Homo, teoriza-se que fora uma mudança climática o propulsor.

Em nós — os chamados Sapiens — uma mudança dietética orientada ao vegetarianismo e autofagia aprimorada (jejum) impulsiona alterações na expressão de alguns genes. Algumas características são bem interessantes: redução da inflamação e dor crônica, eficiência do sistema imune, longevidade, aumento da massa magra, redução da gordura corporal, biomarcadores estáveis, diminuição da temperatura, sono reduzido, e um aumento significativo dos neurônios e do epitélio de revestimento intestinal.

Em outras palavras: os humanos vegetarianos em restrição calórica vivem mais, dormem menos, assimilam melhor os nutrientes, tornam-se menos suscetíveis às doenças patogênicas, mais fortes, mais inteligentes e o intestino aumenta de tamanho (para obter uma quantidade maior de alimento em um curto espaço de tempo).

O contagioso amor Brasileiro, disfarça o sofrimento de uma grandiosa nação

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